terça-feira, julho 10, 2007

Abstracção vs Figuração, exercícios


exercício 1, acrílico s/tela, 97x130cm

exercício 2, acrílico s/tela, 180x80cm

exercício 3, acrílico s/tela, 97x130cm

Duas linguagens antagónicas. Duas leituras diferentes da mesma tela. De novo as primeiras impressões e como elas nos podem induzir em erro. Piscadela de olho ao espectador.
Experiência começada em Outubro de 2006 e interrompida em Janeiro de 2007. Trabalho efectuado: 4 telas (estas 3 e a do Piet Mondrian que publiquei anteriormente por já ter seguido viagem sózinha). Projecto em standby para reavaliação.

3 comentários:

Cristina D'Eça Leal disse...

Para os que foram à exposição dos bolseiros "50 anos de arte portuguesa", na Gulbenkian, aqui segue o link da Arte Capital com entrevista à comissária, Raquel Henriques da Silva.

http://artecapital.net/entrevistas.php

Relativamente à nossa conversa sobre o grupo Puzzle, têm aqui um excerto dessa entrevista:

"Por exemplo, a bandeira do Grupo Puzzle, que ocupa uma área imensa, não é nenhuma afirmação de uma obra a integrar as 50 obras mais importantes ou pretende ilustrar um período considerado mais relevante. É uma obra sem grande qualidade artística, mas tem interesse sociológico, sendo sobretudo muito interessante a justificação de Fernando Azevedo para a sua compra. Por outro lado, a obra nunca foi exposta e o grupo tem uma hiperactividade naqueles anos: tiveram imensos apoios e toda a documentação é muito rica. Trata-se de um grupo que teve ali um momento de reconhecimento internacional pela curiosidade mais ou menos etnográfica mas também política e ideológica, na medida em que representava a revolução portuguesa, e foi isso que quisemos dar a ver."

pedro disse...

uhm ... quem diria ... ;o) ... nem comento rsrsrsrs.

quanto aos teus "novos trabalhos". Eu vejo aqui um percurso diferente, uma tentativa de nova caminhada, um chamamento que tu tiveste, por alguma razão; será que te achas entre ciclos? se tiveste este impulso e ele se propagou em tantos trabalhos é porque é importante para ti. Muito importante, mesmo! sentes isso?

Tal como me disseste, tentas conjugar o figurativo e o abstrato, o que é muito bem conseguido na última tela, que gosto memsmo muito. Quanto à primeira nem comento, devias era levar tau-tau e tirar fotos de dia sem flash ;o).
A segunda acho que tem mais valor em absoluto, tal como a dos cardaes, e como "leitor" prefiro não enquadrar no teu objectivo primordial. Para mim qualquer fragmento já é uma abstração. E mais, minha cara: tal como te disse, eu, com a tua técnica, seguiria precisamente por aqui ou por perto, nem que fosse para depois voltar atrás. e ainda levas mais: o teu dominio da cor e da paleta deixam-te viajar para onde quiseres. Mas também te podem dar a sensação de andares perdida. Será? Espero que sim, porque nesse caso, fico muito contente de te ver nesse estado, á procura, à procura, em busca do caminho das pedras no riacho fundo ;o) ... é bom ver uma artista senior a crescer ;o) ... (amigo orgulhoso), isso tb me dá motivação.

Cristina D'Eça Leal disse...

Roland Barthes disse, numa entrevista, o seguinte:

"(...) todos nós somos seres interpretáveis, mas o poder de interpretação é sempre o outro que o tem, nunca somos nós; na qualidade de sujeito, não posso aplicar a mim próprio qualquer predicado, qualquer adjectivo (...). E não só não nos podemos pensar a nós próprios em termos de adjectivos, mas até os adjectivos que nos aplicam, nunca os podemos autenticar: eles deixam-nos mudos; são para nós ficções críticas."