terça-feira, dezembro 11, 2007

lar doce lar, #2



acrílico s/ papel, 22x30cm, menos as letras ... ;o)

8 comentários:

Luísa R. disse...

Para este exercício, se pegar na bodega que fiz, será pior a emenda que o soneto (e neste caso, é mais ‘nota de rodapé’ – ou nem isso - que ‘soneto’).
Nada de mais, portanto. É tornar a fazer. Mas não nos próximos tempos.



Pedro, gostei muito da forma como está pintado, como de costume.

De qualquer forma, o Velazquez deve estar a dar voltas na tumba por ter o seu nome n’A lição de Salazar’...

Gostei que tivesses retirado os personagens da cena, embora à entrada me pareça que esteja a entrar um paralelepípedo ninja de cueca, em vez do lavrador...


(a tua ideia passou por aqui? É isso? A ideia é boa, o resultado não sei...)

Cristina D'Eça Leal disse...

Obrigada pela dica, Luísa, se não fossem os teus conhecimentos salazaristas eu não teria chegado lá.

Não é claro para mim o teu raciocínio nestas relações que estabeleceste, Pedro. Mas o que é facto é que tenho estado a pensar nelas. As relações visuais estão todas lá e muito bem conseguidas, não se trata disso. É mais uma questão de interpretação de algumas escolhas como a marcação das personagens através de objectos mas o pai estar identificado, por exemplo (como diz a Luísa, a cueca do paralelepípedo é muito marcante).

Mas isto são coisas em que irei pensar melhor e depois discuti-las contigo. Para já posso falar da imagem que resultou. Gostei muito da não ocupação de todo o espaço pela pintura, da luz que ressalta dos brancos do papel, da depuração da imagem ao retirares o excesso de informação que vinha do Estado Novo. O que era confusão no original, aqui é serenidade, ausência de cor, de objectos, de modelos a seguir.

Luísa R. disse...

Cristina, não sei se seguiste o link que coloquei no comentário aqui em cima (sobre Velázquez, 'Las Meninas', 1656 e Picasso 'Las Meninas', 1957).
Aliás, também não sei se foi por aqui que o trabalho do Pedro passou.
Lembrei-me. Pronto.
:O)

pedro disse...

Luisa, as "bodegas" são para postar, tal como já aconteceu com cada um de nós.

És perspicaz! queria trabalhar a propaganda estado novo e depois surgiu-me o preto e branco; como tinha ficado muito impressionado com as meninas de velazquez do picasso, aproveitei algumas soluções para resolver problemas pontuais de valores. o desenho não pretende ser o que diz o título, e o titulo era apenas para despistar.
quanto ás interpretações, cristina, posso contar-te as que apoiam a minha história, mas cada um vai encontrar outras, o que é bom. Mas na minha história a cueca ninja e o caixotinho no canto inferior direito têm um papel mais dramático, em contraponto com o desenho/ilustração cómico-dramático.

Luísa R. disse...

Mais 'conhecimentos salazaristas' no grande Google:
A navegar ao calhas nesse mar de sabedoria encontrei este sítio com imagens das ditas lições.

Luísa R. disse...

Quanto à Família Caixote - os caixotinhos nos lados direito e esquerdo (deduzo que seja o caixotinho primogénito...) e a mamã Caixote com duas caçarolas todas janotas - achei uma ternura.
Lá está a serenidade do lar!
:O)

Gostava de saber um bocadinho mais sobre o que é que está no lugar da Cruz de Cristo e sobre a bandeira que se avista ao longe.

Gostei bastante da distorção que deste ao espaço (e que de vez em quando utilizas).

pedro disse...

mas é uma seneridade ensaiada. o dia a dia da familia, antes de desancaixotada para a cena da lição é bem diferente ... o resto digo off record ;o)

Cristina D'Eça Leal disse...

smart guy!