terça-feira, dezembro 11, 2007

lar doce lar, #2



acrílico s/ papel, 22x30cm, menos as letras ... ;o)

sábado, dezembro 08, 2007

A pedido de várias famílias, a reunião dos trabalhos passa para o próximo dia 10.

domingo, novembro 25, 2007

lar doce lar, #1



O lugar mais confortável da casa é sempre onde os gatos estão.

Desta vez antecipei-me porque não vou estar cá na data limite (é bom estar longe nessa altura porque também não ouço as críticas :-) e quando voltar já ninguém se lembra).
Depois comento os vossos trabalhos e conto-vos tudo o que vi que valha a pena relatar. Na próxima 4ª acabamos o curso de Oxford e quero ver se aproveito a folga para dinamizar de novo o nosso blog que tem andado muito parado.

novo exercício

Proposta para o novo exercício:

"Lar Doce Lar"

Reunião no olhodebloga, dia 2 de Dezembro, à noitinha.

terça-feira, outubro 16, 2007

o poder da palavra #4


Fahrenheit 451
A temperatura a que um livro se inflama e consome...

+ *., ?// d ~<<""& #3



[desenho a caneta, 7x10cm, alterado em computador]

segunda-feira, outubro 15, 2007

o poder da palavra #2


Alexandra Escarameia, Parar… Num lugar onde o tempo já não parece andar muito acelerado!?, Outeiro do Louriçal, 2007

a força da palavra #1


óleo s/papel, 41x33 cm

Peço desculpa pelos imensos erros mas não conseguiria corrigi-los em tempo útil. Fica a ideia.
"You've got the words, I've got the gun"

sexta-feira, outubro 12, 2007

novo exercício

Para o novo exercício, a Alexandra Escarameia propôs «o poder da palavra».
Reunião no olhodebloga, dia 15 de Outubro, à noitinha.

segunda-feira, outubro 01, 2007

paisagem agrícola sem casas #4


óleo s/papel, 30x20cm

Peço desculpa pelo atraso, mas adiei o assunto e depois nunca mais me lembrei. Agora que voltei de uma semana de férias é que vi que só faltava eu. Fiz um estudo rápido, nem tive tempo de digerir a imagem. Como vim do Algarve, achei que podia lembrar um monte alentejano, enquanto não inundam a região com campos de OGM para rações e agora também para o tenebroso biodíesel.

paisagem agrícola sem casas #3

Paisagem agrícola sem casas #2


Alexandra Escarameia, As abóboras do Outeiro do Louriçal


A nossa amiga e colega Alexandra tinha aqui um cantinho nesta casa, desde o início da sua construção.
Mas só agora conseguiu fazer uma visita.
Bem vinda :O)


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Paisagem agrícola sem casas #1


S/ título (Memórias)

sábado, setembro 22, 2007

novo exercicio


segunda-feira, agosto 27, 2007

La consolation de l'absence #3


amor-perfeito (papel de carta), acrílico s/ papel, 25,5x17,7cm


O amor-perfeito (em francês, pensée), flor de origem europeia, simboliza a meditação, a reflexão, o pensamento afectuoso, as recordações.

(existem mais significados, mas para o contexto, penso que estes estão bem)

La consolation de l'absence #2


domingo, agosto 26, 2007

La consolation de l'absence #1



óleo s/papel, 32x24cm

Será que sou a única a cumprir o prazo?!

quarta-feira, agosto 22, 2007

novo exercício

Agora foi a minha vez de lançar o mote. Escolhi um poema que passo a transcrever:

La consolation de l'absence

Podia espezinhar
o teu retrato
dar um beliscão
ao cão
despejar no tapete
os apetrechos de costura
nada disso farei
porém
mas também não sei
o que hei-de fazer
mais
para me entreter

Podia beijar
o teu retrato
afagar o cão
bordar um amor-perfeito

(Adília Lopes, em Florbela Espanca Espanca)

O prazo é até domingo à noite.

quinta-feira, agosto 16, 2007

Maria #3


acrílico s/papel, 27x23cm

O meu marido saíu de casa no dia
25 de Janeiro. Levava uma bicicleta
a pedais, caixa de ferramenta de pedreiro,
vestia calças azuis de zuarte, camisa verde,
blusão cinzento, tipo militar, e calçava
botas de borracha e tinha chapéu cinzento
e levava na bicicleta um saco com uma manta
e uma pele de ovelha, um fogão a petróleo
e uma panela de esmalte azul.
Como não tive mais notícias, espero o pior.

(poema de Alexandre O'Neill)

Maria #2



[acrilico e lápis de cor s/ papel, 20x30cm]

Maria #1


acrílico s/ papel, 30x30cm

(Um estudo. Com vários problemas para resolver. A ver vamos)

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quarta-feira, agosto 15, 2007

Bloguistas no burgo, exercícios no blog

Visto que, neste momento, há três bloguistas no burgo, propus um exercício.

O enunciado foi um pouco vago: a pintura seria sobre uma mulher.
Mas, depois pensei que, se desse um nome a essa mulher, baralhava e tornava a dar :o)
Assim, a mulher chama-se Maria.

Três das Marias estão prontas.
E chegam esta noite.

quarta-feira, agosto 01, 2007

O olhodebloga vai a banhos


Margate, the beach [início séc. XX]

Até que fim estão aí as férias!
Que bom poder ter um pouco de paz e sossego...
Ter o descanso merecido depois deste ano de tanto trabalho...
Ir para longe da confusão :O)

Os veraneantes Cristina, Joana e Pedro estão de malas aviadas.
A Luísa não vai agora, mas em Setembro.
Até à volta.
Beijos e abraços

domingo, julho 22, 2007


acrílico s/ tela, 2007, 80x80cm



acrílico s/ linho, 2007, 65x81cm



acrílico s/ linho, 2007, 65x81cm



Interessa-me trabalhar a ideia de tempo em suspensão, o silêncio.


As três telas fazem parte de um trabalho relacionado com o conceito de espaço urbano.

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terça-feira, julho 10, 2007

Abstracção vs Figuração, exercícios


exercício 1, acrílico s/tela, 97x130cm

exercício 2, acrílico s/tela, 180x80cm

exercício 3, acrílico s/tela, 97x130cm

Duas linguagens antagónicas. Duas leituras diferentes da mesma tela. De novo as primeiras impressões e como elas nos podem induzir em erro. Piscadela de olho ao espectador.
Experiência começada em Outubro de 2006 e interrompida em Janeiro de 2007. Trabalho efectuado: 4 telas (estas 3 e a do Piet Mondrian que publiquei anteriormente por já ter seguido viagem sózinha). Projecto em standby para reavaliação.

terça-feira, julho 03, 2007

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Exposição de final de ano lectivo 2006/2007 do Curso de Pintura da Sociedade Nacional de Belas Artes.

Inauguração no dia 3 de Julho, pelas 18h00.
A exposição pode ser visitada das 14h00 às 20h00, todos os dias excepto domingos e feriados, até 27 de Julho.

Rua Barata Salgueiro, 36, Lisboa.
www.snba.pt


A Cristina, a Joana e a Luísa participam nesta exposição e gostariam de vos ver por lá. Apareçam :O)

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sexta-feira, junho 08, 2007

Parece que ninguém vai em "modernices"


"Como estragar um Piet Mondrian", acrílico s/tela, 80x100cm

Parece que ninguém quer escrever sobre o modernismo. Experimentemos então outro tema. Alguém tem opinião formada relativamente a recriações artísticas? Pegar numa obra de outro autor e intervir sobre ela será falta de imaginação, oportunismo ou abertura de espírito? Será um acto de coragem ou, pelo contrário, um topete de todo o tamanho?

terça-feira, maio 29, 2007

vamos então ao modernismo ...



Aproveitando que uma está a arrumar telas, outra está sem net e a outra estuda sem parar, vim aqui, pé-ante-pé, postar uma coisa para tentar recuperar terreno ... e de caminho lanço o debate sobre o modernismo, para ir adiantando serviço ;o).

Comecemos pela própria definição de modernismo, se existir. Alguém quer avançar?

domingo, abril 29, 2007

inviteixan





(não vale a pena ir buscar os óculos, basta clicar em cima da imagem para aumentar)

sábado, abril 28, 2007


Lua, estrela da tarde e candeeiro da salinha :O)

Digo eu que é a estrela da tarde, mas não percebo nada de astronomia...
Ajuda precisa-se :o)

(A chamada estrela da tarde na verdade não é uma estrela, é Vénus, não é?)

sexta-feira, abril 27, 2007

teatro outra vez


tela para oferta, acrílico s/madeira, 58,5 x 77,5 cm

Se puderem, até dia 6 de Maio, vão ao Maria Matos ver a "Dúvida", de John Patrick Shanley, com encenação de Ana Luísa Guimarães e interpretação de Eunice Muñoz, Diogo Infante, Isabel Abreu e Lucília Raimundo. Às 5ªs os bilhetes são metade do preço e despachem-se a comprá-los porque a sala tem estado completa. O texto, brilhante, está muito bem interpretado e a encenação é *****. Para aguçar apetites, o "teaser" da encenadora e tradutora:

"O que fazer quando não se tem a certeza?
Como tomamos decisões?
De que forma nos relacionamos com o poder?
Somos capazes de viver com a incerteza?
Temos coragem de viver com a dúvida?
Somos capazes de aceitar a dor que a dúvida e a sabedoria exigem?
Somos capazes de ser livres?
Vivemos numa mentira ou somos capazes de viver a vida com amor, coragem e verdade?"

Ah, e não se esqueçam de ler o texto do autor no folheto de apresentação da peça. E, já agora, n a capa e na contra-capa.

E pronto, chega de recomendações, preparem-se para passar um bom serão.

segunda-feira, abril 16, 2007


Reflexos interiores #1, 2007

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sábado, abril 14, 2007

Niuluk


a confusão do costume, acrílico s/tela, 50x50cm

Não resisto a estrear a nova versão do blog em traje de cerimónia... Gosto muito. É um prazer trabalhar com pessoas tão laboriosas.

Comprei hoje um livro do Alexandre Melo, O que é Arte, e, como sempre, comecei pelo fim. E o fim fez-me querer muito ler o resto. Aqui vai o posfácio, com o sugestivo título "Tudo o que você sempre quis saber sobre arte":

O QUE É ARTE?
Arte é tudo aquilo a que numa determinada sociedade se chama arte.

QUALQUER COISA PODE SER ARTE?
Claro que sim, desde que se apresente e seja socialmente aceite como tal por um pequeno círculo de especialistas.

QUALQUER PESSOA PODE SER ARTISTA?
Claro que sim, desde que se apresente e seja socialmente aceite como tal por um pequeno círculo de especialistas.

O QUE É QUE TORNA UM ARTISTA FAMOSO?
A conjugação de três formas de sucesso: comercial, através da cotação; público, através da notoriedade; cultural, através do prestígio.

PORQUE É QUE HÁ OBRAS DE ARTE QUE CUSTAM UMA FORTUNA?
Porque há quem esteja disposto a pagar uma fortuna por elas. Pode até acontecer que um pequeno grupo de pessoas esteja disposto a pagar qualquer preço por obras que a esmagadora maioria não quereria nem dadas.

SERÁ QUE O SUCESSO DEPENDE DE JOGOS DE INFLUÊNCIAS?
Completamente. Como quase tudo na vida, aliás.

SERÃO OS CRÍTICOS QUEM DECIDE O ÊXITO DOS ARTISTAS?
Cada vez menos, em comparação, por exemplo, com grandes coleccionadores ou responsáveis por grandes museus.

OS ARTISTAS ESTARÃO DOMINADOS PELO DINHEIRO?
Tanto quanto quiserem, como sempre.

SERÁ QUE JÁ NÃO HÁ PRINCÍPIOS PARA APRECIAR OBRAS DE ARTE?
Conforme o que entenda por princípios:
não há nem são necessários;
há tantos como sempre houve
ou há cada vez mais e mais variados.

SERÁ QUE A ARTE ACABOU?
Só quando deixar de se utilizar a palavra.

O QUE É QUE DISTINGUE UMA OBRA DE ARTE DE OUTRA COISA QUALQUER?
O tipo de atenção, afeição, reflexão e conversa que lhe são dedicados.

sexta-feira, março 30, 2007

pronto, pronto ...


[acrílico s/ tela, 120x90 cm]

Pintar/desenhar de memória. É possível? É preferível usar modelos? "Os desenhos de memória não vibram"; "não transmitem o momento"; "com modelo encontram-se coisas fantásticas impossíveis de obter de memória ...", etc, etc. Ponho isto à discussão, juntando tb um pequeno texto do mestre almada, para aumentar a confusão ;o)

“Pede-se a uma criança: Desenhe uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis.
A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém.
Passado algum tempo o papel está cheio de linhas.
Umas numa direcção, outras noutras;
umas mais carregadas, outras mais leves;
umas mais fáceis, outras mais custosas.
A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu.
Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais.
Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: Uma flor!
Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração

e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor,
e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas.
Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas, são aquelas as linhas
com que Deus faz uma flor!”

quinta-feira, março 22, 2007

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«It is a widely accepted notion among painters that it does not matter what one paints as long as it is well painted. This is the essence of academicism.
There is no such thing as good painting about nothing.»

Mark Rothko

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Opiniões? :O)

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terça-feira, março 20, 2007


Cristina D'Eça Leal, Cidade, acrílico s/ tela, 120x90cm

Cristina,

Tive uma conversa com o Trotski, O Emplastro.
Conversámos muito e, enquanto ele ficou a pensar, olhando vagamente pela janela, fotografei a tua tela.
(confesso que, na conversa, devo ter mencionado, por alto, «burocracia no Estado Operário» e «Stalin»...)

Luísa

P.S.-1- boa fotografia é como quem diz...
à falta de luz no local onde a tela estava exposta, acrescenta-se o factor «tenho de ir aprender a fotografar».
P.S.-2- Gostei muito da tua tela.

trotski, o emplastro


cidade, acrílico s/tela, 120x90cm

A fotografia está sem qualquer espécie de qualidade técnica, mas não consegui tirar nenhuma sem aparecer uma parte do Trotski e resolvi assumi-lo completamente. Quem quiser ver uma boa fotografia desta tela, dirija-se por favor ao blog mais próximo (gruparte) e tem lá uma tirada pela Luísa.
Se eu não tiver mais público, resta-me, pelo menos, a adulação dos meus gatos...

domingo, março 18, 2007


acrílico s/ tela, 2007, 120x90cm

Críticas precisam-se.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007


(clicar em cima da imagem para aumentar)

Para ver a exposição, siga o link...

Aconteceu na ARCO’07



:O)

Que tal?...

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Bora ser modernos?


acrílico s/tela, 130x97cm e manipulação digital

Digo-vos que têm perdido umas reflexões muito interessantes. No sábado, na Gulbenkian, na visita guiada à exposição do Cruz Filipe apareceu o autor e a conversa foi espectacular. Entre muitas outras coisas, relacionadas com os seus processos de trabalho - ele selecciona fotografias, algumas suas, outras de revistas ou jornais, delas aproveita fragmentos que monta em novas composições e intervém com acrílico de modo a ficarem com uma leitura única, fotografa, manda imprimir em tela (aquela tela lisa, quase sem trama visível) e volta a intervir com cor, às vezes duma forma quase imperceptível, a medo, outras temerariamente.
Depois de ele dizer que, no catálogo, o Jorge Molder refere a pergunta que anda a ser feita desde a invenção e, posteriormente, da banalização da fotografia, sobre a morte anunciada da pintura, reparei na transversalidade desta questão no discurso artístico actual (palestras de Delfim Sardo na Culturgest, encontros sobre os desafios da contemporaneidade com Susana Anágua no CAM, exposição do Bruno Pacheco, obra de Gerhard Richter, Luc Tuymans, Johannes Kahrs e tantos outros). Finalmente a pintura a lida assumida e descomplexadamente com a imagem fotográfica e videográfica.
O abstracto como composição desapareceu da pintura actual; retomam-se narratividades, corporalidade da imagem, requalificam-se as imagens desqualificadas de origem videográfica. Parece ser este o desafio de hoje: nesta sociedade que nos bombardeia com imagens de todo o tipo, o papel do artista é seleccioná-las (G.Richter diz que a pintura é uma ética da escolha; e os seus atlas são prova disso: ele vê 100.000 paisagens, fotografa ou recolhe 100 e pinta 1) e requalificá-las. Ou como diz Delfim Sardo, "qualquer imagem é uma pintura possível".

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

o tomatinho



[acrilico s/ papel, 30x40 cm]

... mas tb podia ser uma maçã
nunca mais falámos de cor ... por exemplo, este tomatito estava desolado e perdido, em cima de uma mesa que eu interpretei como ocre. fiz algumas fugas para castanho e nada. o tomatito mantinha-se quase imperceptivel, qual figurante de filme cómico com pretensões a actor principal. Depois alguém sugeriu o ocre com cinzas e ... não é que o tomatito agora já parece um actor secundário? o ocre "arrefecido" com cinzas deixou de "anular" o vermelho quente do legume ;o)
aprende-se muito nestes exercícios ...

domingo, fevereiro 11, 2007


Acrílico s/ tela, 81x100cm

Um dos meus primeiros exercícios escolares.

domingo, fevereiro 04, 2007

Regresso às lides


banho, acrílico s/tela, 40x40cm

Muita coisa se passou durante este período de inacção, vamos ter que fazer um esforço para trazer para aqui tudo o que achámos importante. Pelo meu lado, queria falar-vos da conversa sobre Álvaro Lapa, das duas Fedras (a do teatro de Almada e a do Maria Matos), das palestras de Delfim Sardo na Culturgest (a não perder a próxima no dia 13 às 18h30 "A pintura como exercício antropofágico" - atenção que o bilhete é levantado 30' antes), das homenagens ao Fernando Assis Pacheco durante este mês na Casa Fernando Pessoa. Mas isso implicaria apenas a minha visão para já, e podemos adiar esses tópicos para mais tarde, se estiverem interessados.

Lembrei-me de outro assunto, bastante polémico, que é capaz de dar pontos de vista interessantes: lembram-se de, no ano passado, um artista - Pierre Pinoncelli - ter escaqueirado um dos urinóis do Duchamp exposto no centro Pompidou? Entretanto o caso está em tribunal, com recursos de vária ordem, porque o centro pede uma indemnização de 200.000€ e a defesa alega que o preço de mercado desse modelo de urinol é de 85€, além de outros argumentos de carácter artístico, como esse gesto ter sido uma homenagem a Duchamp, dentro da linha de acção de contestação do conceito e valorização de obra de arte empreendida por este autor na 1ª metade do séc.XX.

Opiniões precisam-se

terça-feira, janeiro 16, 2007

ainda a cor ...



[acrílico s/ papel, 40x60 cm]

Fiz uma analogia musical aos teus conceitos de cores tonais e timbricas. Mas gostava que esclarecesses melhor esses conceitos. Em termos muitos simplistas interpretei a tua frase no sentido em que usaste cores fundamentais e pouco ou nada misturadas ... é isso?

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Vamos falar de cor?


"Sais", acrílico s/tela, 50x50cm

Depois duma conversa com a Luísa sobre a atracção/repulsa que sentimos pelas diferentes cores e como é tão variável de pessoa para pessoa, achei que era interessante saber o que cada um de vocês pensa acerca disso.
Relendo o Dicionário das Cores do Nosso Tempo, de Michel Pastoureau, deparei-me logo com 2 frases que podem servir de pedra de toque:
"Sob a forma de quadro, acrescentei ainda, para as 6 cores de base da cultura europeia - branco, preto, vermelho, azul, verde, amarelo -, um balanço das suas funções e significados na sociedade hodierna (aqui, convém esquecer tudo aquilo que aprendemos sobre a distinção entre cores primárias e complementares: essa distinção não tem qualquer realidade social ou cultural)."
"Eu sou daqueles que julga que a cor é um fenómeno cultural, estritamente cultural, que se vive e define diferentemente segundo as épocas, as sociedades, as civilizações. Não há nada de universal na cor, nem na sua natureza nem na sua percepção."

quinta-feira, janeiro 11, 2007


acrílico s/ papel, 2005, 35,5x25,5cm

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Sem penas


acrílico s/tela, 70x30cm

Como já vi pintarem por cima de trabalhos vossos e me fez alguma pena, trago essa discussão para a mesa. Todos nós já sentimos esse impulso, quando as coisas não correm a contento e temos até alguma urgência em esconder o que consideramos um erro, uma inépcia. No Ar.co ensinaram-me que nunca se faz isso, não só porque é fundamental mantermos um registo da nossa evolução, como se aprende muito com a análise posterior dos trabalhos que nos incomodaram, à luz duma maior experiência.
A ARTnews de Novembro dedica um artigo a este assunto e entrevista diversos artistas no sentido de apurar o que fazem com os trambolhos que produzem. O consenso geral é que, sempre que se desfizeram deles, se arrependeram mais tarde. Pelo meio ficamos a saber de histórias várias, muito interessantes da reconversão dessas obras, de paixões tardias, de interesse póstumo de curadores (póstumo em relação à tela que já havia sido destruída).
Na introdução do artigo é citado Renoir que, alegadamente, terá dito ao seu marchand Paul-Durand-Ruel que, se só vendesse as suas obras boas, teria morrido de fome há muito tempo atrás.

terça-feira, janeiro 02, 2007




Um bom Ano Novo

cheio de pinturas,
desenhos,
fotografias,
livros,
música,
cinema
e outras coisas boas!

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segunda-feira, dezembro 18, 2006

Feliz Natal! (ou Um Natal Feliz?)


esfera celeste, acrílico s/tela 40x40cm

Gostei muito da nossa visita de grupo ao mestre Amadeo. Seria um exercício divertido, imaginar os destinos da arte contemporânea se aquele homem tivesse vivido mais 20 anos. Elsa, foi pena não teres podido ir, mas para ti vai então a esfera celeste, como tinhas pedido.

quinta-feira, novembro 30, 2006

Vêtir ceux qui sont nus


acrílico s/tela, 50x50cm

Se puderem, vão hoje à noite à Culturgest ver a peça do Pirandello que tem hoje o 2º e último dia de representação. Peçam lugares do meio para cima porque senão ficam com um torcicolo por causa das legendas. A peça, de 1922, parece que foi escrita ontem, a encenação e a representação muitíssmo boas e a actriz principal é brilhante. E podíamos fazer um cocktail para discussão com o post da Susan Sontag (expliquem-me o contexto: foi posto como resposta à última contribuição relativamente ao Vuillard ou é uma nova discussão?)

Do inefável

No sentido mais restrito, todos os conteúdos da consciência são inefáveis. Mesmo a mais simples das sensações é, na sua totalidade, indescritível. Toda a obra de arte precisa, portanto, de ser compreendida não só como uma coisa que é expressa, mas também como um certo tratamento do inefável. Na arte maior, temos sempre consciência de coisas que não podem ser ditas (regras de «decoro»), de contradições entre a expressão e a presença do inexprimível. Os mecanismos estilísticos são igualmente técnicas de fuga. Os mais poderosos elementos numa obra de arte são, muitas vezes, os seus silêncios.

Susan Sontag in Contra a Interpretação e outros ensaios, Lisboa, Gótica, 2004

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Querem comentar?

quarta-feira, novembro 22, 2006


acrílico s/ papel, 2004, 25,5x17,7cm

terça-feira, novembro 21, 2006

museus em saldo


acrílico s/tela, 60x90cm

Ok, o título não está 100% correcto; são as publicações dos museus que estão em saldo. O que significa que, se forem ao Palácio Foz têm lá de tudo. Acabei de comprar o catálogo do Gerhard Richter por 7,5€, o do Miguel Lupi por 10€ (marcado 50€) e mais uma série de coisas (9 no total, se se lembrarem levem carrinho de mão porque pode dar jeito). Aproveitem.
PS - Pedro, comprei um catálogo delicioso de desenhos do Manuel Botelho que acho que vais gostar.

segunda-feira, novembro 20, 2006

Moda ou Mudança de Mentalidade?


acrílico s/tela, 40x50cm

Inaugurou a exposição do Amadeo de Souza-Cardoso na Gulbenkian. Se foram lá, não puderam deixar de reparar como nós nas bichas enormes para a bilheteira e depois para a entrada da sala do piso superior. Isto faz-me pensar em várias coisas: qual a razão desta euforia tão disseminada? o ASC é um artista cuja obra é amplamente conhecida e amada e temos agora uma possibilidade única de olhar para os originais? o ASC é um artista conhecido com obra desconhecida e vamos aproveitar a oportunidade para saber de que é que se fala quando se menciona o autor? é uma mostra muito mediatizada e é importante ter ido? vamos a esta como a outras menos mediatizadas porque a arte começa a ocupar um lugar importante nas nossas vidas (é aqui que entra a mudança de mentalidades, o que seria fantástico).

Isto passou-se no sábado à tarde e claro está que só conseguimos ver a sala de baixo. Pensámos que talvez o problema estivesse na escolha do dia e da hora e, provavelmente, no domingo de manhã estaria mais calmo. Nós não pudemos voltar mas uma amiga enviou um desabafo por sms: está tudo igual; o que é que aconteceu aos centros comerciais?

Agora fico-me pelas reflexões, mais tarde gostava de discutir convosco a exposição propriamente dita (até porque me falta ver a sala de cima).