sexta-feira, novembro 17, 2006

Da "." ofe No Ri turn


acrílico s/ tela, 27x22 cm

Cheguei a uma espécie de ponto de não retorno. Das duas uma: ou atingi o princípio de peter na pintura ou então tenho que reaprender algumas coisas básicas. A primeira coisa é que a minha paleta é um caos ... depois tenho que dominar a minha fome de cor, começar por trabalhos monocromáticos para perceber os volumes, escalar apenas uma cor e só depois várias. O medo de estragar é a única coisa que vai melhorando ... esta telinha barata já deu para 3 carantonhas. Uma delas é o post mais abaixo que felizmente já só existe na forma binária de uns e zeros. Agora começo a entender aquele teu impulso do ano passado amiga L ;o) bjs

2 comentários:

Cristina E. Leal disse...

Eu acho que mesmo quando nos apercebemos que estamos num beco sem saída, é importante termos lá estado. Já te disse algumas vezes que gosto muito da tua forma de pintar: a pincelada é muito gestual e expressiva e a paleta ajuda a criar uma atmosfera inquietante.
Mas só tu é que sabes por onde queres ir. Acabei agora de coligir umas notas para análise do "Nevermore" do Gauguin e não resisto a transcrever uns pensamentos do próprio:
"It was necessary to get dedicated body and soul to the struggle, struggle against all schools, all of them without distinction, not by denigrating them, but through something else, to stand up to not only official art, but also to the impressionists, neo-impressionists, the old and the new public... To attack the strongest abstractions, do all that is forbidden and rebuild more or less successfully, without fear of exaggeration, even with exaggeration. To learn anew, then once learned, to learn again, overcome all shyness, no matter how ridicule may result. Facing his canvas, the painter is neither a slave of the past nor of the present, nor of nature, nor of his neighbour. He is himself, always himself and still himself..."
Desde que não andes por aí todo siflítico, com chagas infectadas, a viver com raparigas de 14 anos e a desafiar a autoridade a torto e a direito, tens a minha bênção para seguir os restantes conselhos deste mestre.

pedro disse...

obrigado cristina ;o), é preciso arriscar, tens razão, continuando a sermos nós próprios. Porém, e agora compreendo o G. quando dizia para olharmos para a tua paleta, tenho que quebrar a minha forma impulsiva de pintar e ser mais organizado para obter melhores resultados ... terei de passar por isso, mesmo que depois volte a ser mais impulsivo. A fúria com que misturo cores na paleta não leva a lado nenhum, a não ser à repetição de soluções e a tiques pictóricos. ao trabalho ... bjs