quinta-feira, novembro 30, 2006

Vêtir ceux qui sont nus


acrílico s/tela, 50x50cm

Se puderem, vão hoje à noite à Culturgest ver a peça do Pirandello que tem hoje o 2º e último dia de representação. Peçam lugares do meio para cima porque senão ficam com um torcicolo por causa das legendas. A peça, de 1922, parece que foi escrita ontem, a encenação e a representação muitíssmo boas e a actriz principal é brilhante. E podíamos fazer um cocktail para discussão com o post da Susan Sontag (expliquem-me o contexto: foi posto como resposta à última contribuição relativamente ao Vuillard ou é uma nova discussão?)

15 comentários:

pedro disse...

uhmmm...um pequeno formato lol.
gosto particularmente do apontamento "boterista" ;o)
bjs

Cristina E. Leal disse...

Claro que é um pequeno formato, querido Hobbes. Mas estão cá muitos dos consagrados. Sempre conseguiste ir ao teatro?

pedro disse...

não deu para o pirandello, tb só 2 dias não lembra a ninguém ... fui ver o "alter ego" e gostei.
Este comment é mais para dar um beijo tripartido às meninas que hoje estarão atarefadas na inauguração da expo no palácio da independência ;o).

Ana disse...

será quealguém além de mim conheçe um tal de Eduardo Luís que pintava e morreu em Paris... quer dizer o Manuel de Brito também o conhecia... mas façam uma busca na net e descubram o resultado desolador...
e uma exposição que está em Lisboa e que diz ser dos membros fundadores do grupo surrealista em Portugal mas que se esqueceu de António Pimentel Domingues (que na minha modesta opinião) era melhor que qualquer um dos que estão representados... só que não se vendeu ao poder... que tristeza

Cristina E. Leal disse...

Não conheço a obra do Eduardo Luís, embora aquela tela quadrada com o círculo aberto para o céu onde se vê o salto dum nu feminino já tenha visto, salvo erro, naquela galeria junto à snba e agora na Lisboarte (sem certeza absoluta, se calhar estou a dizer asneira...)

Quanto aos surrealistas portugueses, realmente, confesso a minha quase total ignorância. Conheço alguma obra do Cesariny, do Vespeira, do Cruzeiro Seixas e pouco mais. Mas acha mesmo que a exclusão do Pimentel Domingues é por não se ter vendido ao poder ou é daqueles casos que, sem razão aparente, não passou para a ribalta? É que tenho ideia que os surrealistas tiveram todos uma convivência difícil com o poder, não?

PS - Aquando da única exposição conjunta do grupo surrealista de Lisboa, em 1949, o Vespeira disse uma coisa espantosa, depois de indagado sobre o porquê de ser surrealista: "Porque não temo o absurdo da experiência e creio na validade de todas as experiências. [...] Porque é mais importante o que acontece para que um quadro exista do que o próprio quadro."

pedro disse...

Pelo que estive a ler num texto do José A. França, a passagem do António Domingues pelo surrealismo pode ter sido curta. Abandonou o Grupo Surrealista ainda em 49 e dedicou-se à corrente neo-realista. talvez isso explique o "esquecimento". De qq forma, o único que consta ter-se "vendido" ao poder na época foi o Cândido Costa Pinto, que foi expulso do GS por aceitar ter trabalhos numa exposição do SNI.
Quanto ao ELuís, foi preciso ir a um livro que tenho aqui da colecção particular do MBrito para me lembrar dos únicos trabalhos que já vi dele. Gosto bastante. Talvez a falta de mais elementos na net tenha uma explicação na maneira como o próprio autor encarava a pintura. Vou transcrever um texto do MBrito. É sobre a tentativa de compra de um quadro: "... acompanhei a sua execução durante 3 anos. a luta entre o coleccionador e o artista para a posse foi grande. um dia o eduardo pensando que me convencia a desistir ofereceu-me os estudos do quadro. só muito mais tarde consegui a sua aquisição com a promessa de não o comercializar". Acho que isto pode explicar muita coisa. Espero ter ajudado ...

claire disse...

Cristina , vi uma grande exposição do Eduardo Luis na gulbenkian no ano 19?? (Esqueci ).As pinturas nunca esquecerei. Rigoroso na precisão . Amei .

Cristina E. Leal disse...

Isto é fantástico! Aprende-se tanto num blog que nem dá para acreditar. Obrigada.

claire disse...

Cristina espreita aqui o Fernandes , Gustavo , de que nunca vi ao vivo mas me transporto para o Eduardo Luis (assim de repente)
http://oseculoprodigioso.blogspot.com/2006/12/fernandes-gustavo-arte-portuguesa.html

Cristina E. Leal disse...

Obrigada, Claire, belíssimo passeio. Pedro, aqui vais poder ver verdadeiras esferas, a minha é uma treta. Vê também o "Studio Under the Eaves" do Matisse e diz-me o que te faz lembrar... Adorei o século prodigioso; podíamos pô-lo na nossa barrinha para facilitar as visitas, não?

claire disse...

encontrei o século prodigioso na gotadagua ;)poucas palavras ;)as indispensáveis ;) muitas e boas imagem ;))))como nos meus livros preferidos.

pedro disse...

tu queres crer cristina, que ainda não te respondi à pergunta de semelhança porque não sei q hei-de responder? ;o)
bjs

PS: será a cozinha de malhufe do ASC?

pedro disse...

cristinaaaaaaaa
afinal a que se assemelha "Studio Under the Eaves"? morro de curiosidade, caramba ;o) ...

Cristina E. Leal disse...

Experimentaste pôr ao lado das telas de interiores misteriosos, dum tal Pedro que foi meu colega na snba?

pedro disse...

ainda que me tenha passado pela cabeça que gostava muito de ter tido aquela ideia, não chegava lá ... o abismo é imenso ;o), mas vou ver agora nessa perspectiva.