domingo, janeiro 06, 2008

adeus, Eugénio de Andrade #1




uma árvore, uma montanha, uma escada, um barco,
desenham-se.
admitem-se erros, linhas mais pequenas, inclinações mais dramáticas, mas a árvore, a montanha, o barco, estão lá, não perdem identidade.
nos rostos é diferente. uma linha mais curta, um arco mais fechado, desviam-nos da personagem. ao fim de muitos ensaios começam a surgir linhas de memória, o rosto passa a ser familiar, pequenos detalhes que não eram sentidos.
lembro-me de em alguma entrevista ele ter dito que as coisas lhe saíam com muito esforço, depois de muitas emendas, ás vezes horas ou dias à procura da palavra certa ... não encontrei a tal palavra, mas andei lá perto. diferenças ...

3 comentários:

Cristina D'Eça Leal disse...

Belíssima prenda que nos deste no dia de Reis! É o próprio, mas com uma economia de traço notável. Qual é a dimensão das imagens?

pedro disse...

pequenas, cabem num punho fechado.
fiz muitas tentativas antes de chegar ao económico. por sinal o "melhor", foi o mais rápido ;o)
mas tb desenhei uns a puxar ao simio e até um que parecia o director da central nuclear dos simpsons ...

Luísa R. disse...

Gostei especialmente do 2º desenho.
E gostei também do que escreveste e como escreveste.